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Xanxerê- Na manhã de sexta-feira (02), no auditório do Bloco E da Unoesc, cerca de 150 pessoas, entre autoridades, profissionais da área de engenharia e alunos da universidade acompanharam uma palestra promovida pela Sociedade de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Alto Irani-Seai, em parceria com o Ministério Público e o Conselho Municipal do Plano Diretor de Xanxerê com o tema APP em Áreas Urbanas Consolidadas – Diagnóstico Sócio Ambiental.

O engenheiro civil Carlo Antunes, membro da diretoria da Seai, alertou que algumas situações precisam ser legalizadas. “Não nos compete definir qual edificação vai ser demolida, o que estamos buscando é legalizar uma situação que já está consolidada há 20, 30 anos e que não poderá ser revertida”.

O presidente do Conselho do Plano Diretor, engenheiro civil Carlos Elísio Stähelin, falou sobre medidas que podem ser tomadas para conter as águas dos rios em épocas de muitas chuvas. “É primordial que contenhamos essas águas, principalmente em enxurradas mais densas, criando alternativas como diques de contensões, lagoas ou até mesmo barragens ao longo do rio, quanto à vazão, precisamos intensificar as limpezas e manutenções ou até mesmo construir as galerias que são necessárias, quem sabe galerias semi abertas para melhorar a vazão do rio.”

O palestrante, promotor de justiça Paulo Locatelli, coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente de Florianópolis, ressaltou a responsabilidade dos gestores na prevenção das catástrofes. “Existem apenas duas formas de conter o crescimento, o avanço desordenado das cidades: primeiro a fiscalização, segundo promover de forma correta a regularização fundiária urbana, seguindo os diagnósticos sócio ambientais, que são de responsabilidade dos municípios, a fim de apontar quais as áreas de risco ambiental ou de catástrofes e as áreas de relevância ambiental. Aquelas moradias que não estão incluídas nessas áreas são passíveis de regularização”.

Loatelli destacou, ainda, que devem ser feitos estudos conjuntos para reduzir os riscos de alagamentos que afetam as moradias. “Tanto as universidades quanto a iniciativa privada, as federações, as associações comerciais, junto com os municípios, podem contribuir para elaborar um diagnóstico sócio ambiental que já está previsto na legislação, no Código Florestal, com questões geotécnicas, questões de inundações, questões de melhoria da sustentabilidade das habitações”.