A repercussão das hóstias sem glúten – como você faz?

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Tem um assunto que traz certa preocupação antecipada com relação aos sem glúten e que também é um assunto que está nas notícias nos últimos dias. Os celíacos sempre têm um “problema” a ser resolvido quando se fala em comunhão/Eucaristia na Igreja Católica.

Os gêmeos ainda são pequenos e não precisam se preocupar com isso, mas nós tivemos uma experiência de contaminação cruzada por causa de nós, adultos, com relação a Comunhão e por ter tocado neles. Portanto, comentamos essa questão com a paróquia da cidade e tivemos um retorno rápido, já com as hóstias com quantidade reduzida de glúten. Depois desse fato, não tivemos mais problemas com relação a contaminação cruzada. Porém, sei que quando chegar o momento deles, não poderá ser essa hóstia, já que ela é produzida no Brasil e não tem a garantia de ser segura para os celíacos.

Segundo o site do Estadão, o Vaticano elaborou um comunicado lembrando as estritas normas para a elaboração da hóstia destinada a Eucaristia. “Sobre as hóstias, o comunicado lembra que devem ser de pão ázimo (sem fermento), só de trigo, e portanto, fica proibido misturá-lo com outras substâncias, ainda que sejam cereais”, afirma o site. O comunicado informa que para pessoas com intolerância alimentar, está permitido “o uso de pão com pouca quantidade de glúten”, mas não totalmente sem.

No Brasil, existe a hóstia com pouca quantidade de glúten, mas pelo que já me informei não são seguras para os celíacos. Algumas instituições oferecem a hóstia sem glúten segura como Instituto Monsenhor Airosa, em Portugal, além de conventos em São Paulo e Londrina. A notícia sobre as Partículas sem glúten foi à mídia e tomou essa repercussão, segundo o site Sempre Família, por causa de uma igreja em Ponta Grossa que são feitas com farinha de arroz, fécula de mandioca e fubá, sendo dispensado totalmente o trigo, o que para a Igreja não é correto.

O comunicado por parte do Vaticano foi feito, para deixar claro que hóstias totalmente isentas de glúten são inválidas. “Isso significa que, não sendo efetivamente pão de trigo – a matéria usada pelo próprio Jesus na última ceia -, as hóstias feitas com outros ingredientes não são apropriadas para a celebração da eucaristia e invalidariam o ato da consagração”.

A outra opção também é que os católicos celíacos possam comungar somente com o vinho. Isso vai depender muito da localidade em que a pessoa está, pois depende muito do entendimento da paróquia e do próprio padre. Existem locais em que o pensamento é ainda muito fechado e existe a dificuldade dessa comunhão diferenciada. Eu acompanhei algumas perguntas na rede social do Padre Zezinho e uma delas era afirmando que um pároco de uma cidade não estava liberando a comunhão com o vinho para um celíaco. O padre Zezinho afirmou que o pároco precisa liberar para quem tem a doença. Porém, é visível perceber que em alguns locais, isso é mais difícil!

Alguém já passou por esse problema? Como é na sua paróquia?

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Larissa Damian
Larissa é jornalista. Atuou em diversas empresas da área de comunicação até 2014, quando decidiu dedicar-se aos filhos Arthur e Benício, gêmeos, intolerantes ao glúten, à lactose e alérgicos a proteína do leite de vaca. Na busca pela melhor alimentação para os filhos criou a LaEmília Cozinha Funcional, especializada em alimentos próprios para quem tem essa restrição alimentar.

2 comentários

  1. Clarissa, foi uma decisão muito sensata do pároco da sua Igreja, porque realmente a contaminação cruzada é muito difícil de não existir em um local onde tem outras coisas com glúten. Isso também depende de cada pároco, conforme seu entendimento. Sim, é preciso ter segurança para os celíacos, pois essa é uma doença perigosa se não tiver os cuidados necessários. Obrigada por partilhar sua experiência!

  2. A 5 anos atrás quando tive o diagnóstico, o paroco da minha igreja me orientou a fazer a comunhão espiritual e não em espécie. Infelizmente não havia como ele me garantir que a comunhão sendo consagrada e administrada próximo as com glúten não sofressem contaminação cruzada. E foi uma decisão muito sábia ao meu ponto de vista. Penso que se 1 em cada 400 já foi diagnosticado com a doença, todos deveriam comungar com a hóstia especial, com menos glúten. E enquanto isto ainda é uma determinação recente, vou aguardar um tempo para ver a repercussão e conversar novamente com meu pároco.

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