Anos depois, reflexões sobre o 7 x 1

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Futebol é um esporte mágico e fascinante. Os “deuses” do futebol nos concedem cada capítulo… os amantes do futebol certamente, após a fatídica​ derrota de 7 x 1 para a Alemanha, na copa de 2014 no Brasil, provavelmente resgataram boas lembranças, de outras copas ou campeonatos locais, como exemplo a batalha dos aflitos que o Grêmio se tornou campeão da série B em 2005. Ou o gol de Petkovic aos 43 minutos do segundo tempo dando o título do carioca ao Flamengo em 2001, entre tantos outros…

Me conforta pensar, no entanto, que há sim, uma ligação mística, além do óbvio, do passado refletindo o presente e o futuro. Ouvi falar que sete é um número místico, embora sobre astrologia, numerologia e afins eu não entenda nada, sou um mero curioso. Mas pode ser que o preço da seleção brasileira ter cinco títulos, tenha sido carregar o “carma” de nunca ganhar nenhum título em casa, talvez daqui há outros 64 anos isso mude.

Levar sete gols da Alemanha em uma semifinal da segunda copa realizada no Brasil, os “deuses” podem nos ter poupado de um risco, talvez maior e muito mais “dolorido”: perder uma outra final em casa, para a Argentina. E isso tudo parece fazer sentido pra mim. A cultura do meu povo é rir e fazer piada da própria desgraça. Talvez mero auto conforto.

Há tantos mistérios neste mundo que o homem, com toda sua inteligência não têm condições de tentar explicar, ​entre​ elas o futebol. Se isso não fizer sentido para você, pelo menos que lhe conforte. Mas, acima de tudo, seja brasileiro! Não seja aqueles brasileiros de momento, que até ontem tinham orgulho e hoje já acham que “isso é Brasil”. Aqueles idiotas que queimam a bandeira, que reclamam dos políticos corruptos mas furam fila, não devolvem o troco errado, mas exigem transparência, ética e honestidade.

​O que ganham em depredar patrimônio público ou privado? Uma tamanha estupidez. Atitude indigna e incapaz de mudar qualquer coisa. Assim como achar culpados. Pra mim, com todos meus erros e imperfeições, jogar um simples lixo na rua ou uma simples bituca de cigarro no chão é algo lamentável para quem fala uma única vez em moralizar a própria nação. Precisamos cada vez mais parar de falar e fazer muito mais. Precisamos ter orgulho ganhando ou perdendo. E entendo que essa é a grande lição. O pior de um jogo não é a derrota ou a vitória, mas sim não ter aprendido as lições ensinadas nas entrelinhas.

Com o futebol, não se engane. Eu não fiquei nenhum pouco triste. Futebol é esporte, puro e simplesmente isso!

​Treinamento, tática, competência, talento e porque não, sorte, a qual tem a ver com a minha teoria sobre os “deuses místicos” do futebol. Fico feliz por ter um pouco de cultura e discernimento para unir e separar a política do futebol, além de saber que a verdadeira sorte é quando a preparação encontra a oportunidade. Um Brasil é uma seleção de futebol, o outro é a minha nação. Sim o primeiro representa o segundo, mas são entidades totalmente diferentes. A nação, é representada pelo seu povo, cultura e costumes e política, os quais muito me alegram e entristecem. Meu povo precisa de muito mais discernimento, de soberania, amplo patriotismo e mais noção da força que possui… A partir disto, podemos cobrar mais saúde, transporte, educação e outros serviços proporcionais aos impostos que pagamos. Sim nós podemos!

Quem conhece um pouco da história conhece a origem do termo “o quinto dos infernos”. Hoje pagamos cerca de dois quintos e não temos os retornos proporcionais e com qualidade necessária, registrados no livro chamado constituição. Essa é uma goleada que estamos tomando faz mais de 500 anos. Esse placar está ​bem ​mais que 7 a 1.

O lado positivo de tudo isso é que esse jogo ainda está longe do fim e todos somos os titulares… somos convocados ao nascer pra fazermos nossa parte. Fazermos a nação que queremos ter, que queremos ser. Para isso, todos os dias precisamos agir com ética, transparência, presando pela honestidade e democracia sem nos vender, sem ceder, assim podemos virar o jogo, o jogo da nação brasileira.

Nesse jogo, os deuses místicos do futebol não interferem. Nossas atitudes sim! Quem governa é o povo e esse jogo nos jogamos e apitamos. E se você é brasileiro, com muito orgulho, com muito amor, vamos juntos virar este jogo, ele dura toda a vida. Seja a mudança que deseja para um país melhor. Se todos fizerem sua parte, como os japoneses fazem quando limpam o estádio após o jogo, nossa união vai transformar nossa nação. O povo do “país do futebol” precisa aprender a perder e fazer acontecer! Os “deuses” do Futebol sabem o que fazem! Avante Brasil!

Por: Estevão K. Schuh

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