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Xanxerê – O senador catarinense Paulo Bauer esteve em Xanxerê na noite desta quinta-feira (16) para realizar uma palestra aos alunos da Unoesc e aproveitou para fazer uma visita ao prefeito Avelino Menegolla.

Sobre a palestra, o senador explicou que a juventude brasileira sempre foi responsável pelas grandes manifestações e grandes mudanças que o país viveu, por isso deve sempre estar ciente de tudo o que está acontecendo. “A juventude, especialmente os estudantes universitários, é o grupo, hoje, mais ativo e atento às questões políticas e institucionais do país, por isso precisa ter informações, ouvir depoimentos e conhecer a realidade do país, a realidade política, econômica e as questões institucionais”.

O início da crise

Bauer ressaltou que vem realizando palestras em diversas faculdades e universidades pelo estado, para posicionar os estudantes a respeito da crise que o país está passando, crise esta que não começou no atual governo. “É uma palestra para transmitir aos alunos, de uma forma muito clara e transparente, o que nós estamos vivendo no país hoje, para que eles possam contribuir ainda mais com o exercício da cidadania em relação às questões que hoje o Brasil enfrenta. O Brasil está vivendo hoje uma crise. É preciso mencionar que essa crise não foi criada pelo atual governo. Essa crise existe como herança do governo que terminou com o processo de impeachment.”

Na opinião do senador a herança deixada pelo governo do PT foi motivada por interesses eleitoreiros e sem responsabilidade. “O governo do PT no Brasil não teve a consequência e nem a responsabilidade dos seus atos. Foi um governo que imaginou ser possível fazer programas sociais com o único objetivo de ganhar a eleição seguinte. Foi um governo que pensou que o Brasil iria superar dificuldades de ordem econômica pelo simples fato do governo pregar ideias, promessas e financiamentos subsidiados. Mas foi na verdade o governo da corrupção, da irresponsabilidade, o governo dos equívocos, o governo que destinou recursos do Brasil para financiar obras em países africanos e ditaduras sulamericanas e centro americanas. Então, a crise que estamos vivendo hoje ela é decorrente de tudo aquilo.”

Sobre o fim da crise e o crescimento do país

Paulo Bauer disse ainda, que o Brasil está aos poucos voltando ao caminho do crescimento, apontando alguns fatores positivos e reforçou que é preciso apoiar as ações que investigam os atos de corrupção e punir os culpados. “Nós já estamos conseguindo grandes sucesso na área econômica, por exemplo, onde a gente já vê a inflação sob controle, os juros caíram pela metade, os empregos começam a voltar a aparecer, as reformas que estão sendo feitas são positivas, a modernização da legislação é necessária, porque precisamos estar em igualdade de condições com os países mais desenvolvidos. E acima de tudo, há a necessidade da gente apoiar todas as ações que estão sendo feitas pela Polícia Federal, pelo Ministério Público, pela Justiça e até pela imprensa, no sentido de denunciarmos e punirmos todos aqueles que praticaram algum ato ilegal, irregular ou imoral. Isso é necessário para a política brasileira. E ano que vem tem eleição, e o leitor brasileiro tem que separar o joio do trigo. O que é ruim manda para casa, o que é bom tem que continuar trabalhando para o bem do país”.

Sobre as denúncias contra o presidente Temer

Sobre as denúncias que foram feitas contra o presidente Michel Temer e as votações feitas na Câmara dos Deputados, o senador Paulo Bauer ressaltou que foram produzidas por um empresário criminoso e que os deputados se valeram, entre outras coisas, nas ações e postura do delator. Bauer ainda reforçou o fato de que a saída do presidente para uma ação do STF e agora com as provas que estão aparecendo contra Joesley Batista, além de criar um problema político e econômico para o país, também criaria um problema para os deputados que não teriam como voltar atrás. “As denúncias contra o presidente da república foram produzidas por um empresário que hoje está preso. E ele é considerado um criminoso, porque se apropriou de recursos públicos, através de financiamentos subsidiados, influiu no governo do PT para que fossem feitas leis que beneficiaram a empresa dele, que se tornou a maior do mundo graças a esses subsídios e benefícios. Corrompeu muita gente. Portanto, se a denúncia contra o presidente fosse feita por outra pessoa, honesta, de conduta ilibada, eu tenho certeza que os deputados votariam de outra forma. Mas como a denúncia veio do Ministério Público, como um fato produzido por um empresário que tem essas características e por causa disso hoje está preso, obviamente que os deputados não tiveram tanto motivo para acatar essa denúncia e considerar o presidente um réu. Se fosse considerado um réu teria que ser afastado por 180 dias. Imagina se o presidente fosse afastado e agora nós estivéssemos descobrindo o que estamos descobrindo em ternos de atitudes não tão convencionais e transparentes da PGR, atitudes absolutamente questionáveis do empresário, aí o empresário seria preso e o que faríamos com o presidente? Mandaríamos de volta para o cargo? Criaríamos uma crise institucional sem precedentes. É preciso que essas questões sejam bem conhecidas e analisadas. Os deputados tiveram cuidado e responsabilidade”.