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Dia Nacional de Combate ao Fumo é celebrado nesta quarta-feira, 29 de agosto, e tem por finalidade conscientizar a sociedade sobre os perigos da utilização do tabaco

O tabagismo pode desencadear mais de 50 problemas de saúde, e de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) é a principal causa de morte evitável no planeta, sendo considerado um grave problema de saúde pública. Visando conscientizar a população a respeito dos riscos do fumo e de incentivar os fumantes a largarem o vício é que a Anvisa apoia o Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado nesta quarta-feira, 29 de agosto.

Os produtos fumígenos derivados do tabaco, como o cigarro convencional, são extremamente nocivos à saúde. Por ter uso secular e ser autorizado pela legislação nacional, a Anvisa não pode simplesmente banir o produto. Entretanto, diversas medidas sanitárias são tomadas para informar sobre os malefícios desses produtos à população. A Anvisa tem trabalhado junto ao Mercado Livre para a retirada de anúncios de vendas de produtos fumígenos, que são proibidas pela internet. Desde 2017 até o momento foram denunciados 726 anúncios ilegais. Tais anúncios foram retirados do ar e os responsáveis estão sendo autuados.

Um dado importante é que em 1989 o percentual de fumantes no Brasil era de 34,8% (Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição), índice que caiu ao longo dos anos devido ao combate ao tabagismo. Em 2016 o percentual de fumantes no Brasil foi de 10,2% (Vigitel, 2016). Em cumprimento à Convenção Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (CQCT – OMS), ações são desenvolvidas para que o número de fumantes no Brasil continue em queda.

Os riscos do tabagismo

O tabagismo integra o grupo dos transtornos mentais e comportamentais, devido ao uso de substância psicoativa, na Revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, sendo a maior causa isolada evitável de adoecimento e mortes precoces em todo o mundo.

É reconhecido como uma doença epidêmica que causa dependência física, psicológica e comportamental semelhante ao que ocorre com o uso de outras drogas como álcool, cocaína e heroína. A dependência ocorre pela presença da nicotina nos produtos à base de tabaco. A dependência obriga os fumantes a inalarem mais de 4.720 substâncias tóxicas, tais como: monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído, acroleína, além de 43 substâncias cancerígenas, sendo as principais: arsênio, níquel, benzopireno, cádmio, chumbo, resíduos de agrotóxicos e substâncias radioativas.

Algumas dessas substâncias tóxicas também são conhecidas como potenciais irritantes, pois produzem irritação nos olhos, no nariz e na garganta, além de paralisia nos cílios dos brônquios. Desse modo, o uso ativo constante do cigarro pode causar diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, impotência sexual no homem, infertilidade, osteoporose, diabetes, hipertensão, catarata e outros 50 tipos diferentes de doenças.

Não só o fumo ativo, mas o passivo também aumenta os riscos de doenças. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), sete não fumantes morrem por dia em consequência do fumo passivo. O tabagismo passivo também aumenta em 30% o risco para câncer de pulmão e 24% o risco para infarto.

Somente no Brasil, de acordo com dados da OMS, estima-se que cerca de 200 mil pessoas morram todo o ano em decorrência do uso do cigarro. Conforme dados do Inca, 12,6% de todas as mortes registradas no país são atribuíveis ao tabaco. No mundo, este número supera 5 milhões de pessoas que morrem por causa do cigarro.(Anvisa)