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Xanxerê – A direção do Hospital Regional São Paulo (HRSP) realizou, na manhã desta quinta-feira (30), uma entrevista coletiva para levar ao conhecimento da população novos procedimentos que serão adotados no acolhimento dos pacientes no setor de emergência.

O aumento do número de pacientes atendidos nos últimos meses tem causado desconforto à população, que reclama da demora e da qualidade do atendimento, e aos funcionários do hospital, que estão mais sobrecarregados que o normal. Por esse motivo, a partir do dia 1º de setembro, os pacientes atendidos na emergência receberão pulseiras com adesivos coloridos, de acordo com a gravidade de cada caso, depois de avaliados pela triagem da emergência.

O médico Vinicius Chies de Moraes, coordenador da emergência, iniciou a entrevista esclarecendo que o Hospital respeita os seus pacientes, mas que cada caso deve receber o tratamento adequado à sua necessidade. “O Hospital Regional São Paulo entende que todas as pessoas, sem exceção, têm direito a um atendimento médico de qualidade. Isso é uma questão de dignidade e humanização em saúde. A questão é que em casos de menor gravidade, casos simples, casos corriqueiros, podem e devem ser atendidos nas Unidades Básicas de Saúde e no Pronto Atendimento 24 Horas”.

Vinicius reforçou que as medidas que estão sendo adotadas levam em conta o risco para o paciente. “Todas essas medidas visam, única e exclusivamente, salvar a vida do próximo, que por algum infortúnio do destino, encontra-se em uma situação de risco de morte”.

Cristine Maraga, coordenadora do Grupo de Humanização do Hospital, explica que as pulseiras, que já são utilizadas pelos pacientes, receberão adesivos coloridos, para identificar casos de emergência, urgência, pouco urgente e não urgente. “O adesivo vermelho na pulseira indica que o caso é de emergência, o laranja casos de urgência, o verde indica pouca urgência e o azul casos que não são urgentes”.

O coordenador da emergência reforçou que é importante a população entender que os casos com pouca ou nenhuma urgência não precisam ser atendidos no hospital. “É importante que a população vá se adequando ao novo sistema, que tem amparo nas normas do Ministérios da Saúde, para entender que os casos urgentes, pouco urgentes e com nenhuma urgência serão atendidos depois das emergências, que necessitam de atendimento médico imediato, e isso pode demorar. Os atendimentos com pouca ou nenhuma urgência, hoje representam, de 70% a 80% das pessoas que chegam na emergência e deveriam procurar atendimento e ser acolhidas nas Unidades de Saúde ou no 24 Horas”.

Ainda sobre o atendimento, Vinicius acrescentou que o maior volume de atendimento na emergência tem sido nos períodos da tarde e noite, que coincidem com os horários das Unidades de Saúde e 24 Horas.

Cristine ressalta que a utilização das pulseiras ajudará ao paciente entender que tipo de atendimento receberá e que além do adesivo colorido, haverá, obrigatoriamente o registro no sistema, evitando que haja a troca das pulseiras ou das cores. “A partir desse procedimento as pessoas entenderão, mais fácil, que tipo de atendimento receberão, e numa próxima ocasião, ao perceberem os mesmos sintomas, saberão que podem ser atendidas no posto ou no 24 horas. Além das cores, no momento da triagem, será efetuado o lançamento no sistema, para o caso de extravio do adesivo ou tentativa de troca com algum pacientes que já tenha sido atendido e esteja saindo”.

Questionada sobre a caraga horária e a quantidade de médicos na emergência, Cristine afirmou que nada mudou. “Nós continuamos com dois médicos plantonistas por períoro atendendo na emergência”.

1 comentário

  1. Concordo, mas gostaria de se saber alguns desses critérios de triagem. Vou relatar apenas um dos casos que aconteceu comigo.. cheguei ao hospital com fratura fechada no antebraço, algo que me afastou por 90 dias de qualquer atividade, mas mesmo assim, na triagem, fui posta como azul, sem urgência nenhuma, sentindo dores absurdas, até que não aguentei mais e fui a outro município (graças a Deus tenho plano de saúde), onde fui atendida. E se eu não tivesse esse plano? Eu fique lá das 14:00 as 17:00 até que resolvi abandonar e ir em busca de outro socorro.

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