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Lava Jato, maioridade penal, movimentos sociais, liberação do porte de armas, condenação do Lula, assista ao vídeo na íntegra

O juiz federal Sérgio Moro concedeu uma entrevista coletiva, nesta terça-feira (06), sobre suas posições ao assumir, a partir de janeiro do próximo ano, o cargo de Ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro.

Moro esclareceu algumas dúvidas, falou sobre as acusações de perseguição ao Partido dos Trabalhadores e ao ex-presidente Lula, das divergências de opinião com o presidente eleito e de pontos polêmicos que precisam de uma decisão do Governo.

Moro disse que, no ministério, pretende adotar modelo da Lava Jato no combate ao crime organizado, ser favorável à flexibilização de porte de armas, mas com regras claras e que não vê os movimentos sociais como ‘terroristas’, mas que serão penalizados pelos crimes cometidos com motivação política. Também se declarou a favor também da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes graves.

Veja algumas respostas:

  • Sistema prisional: “Regime semiaberto hoje é quase uma ficção. Quase não existem estabelecimentos hoje e, quando não há estabelecimentos, a pessoa se recolhe em casa”;
  • Movimentos sociais: “Tenho plena convicção de que a partir de janeiro de 2019 essas minorias vão poder exercer sua liberdade normalmente, sem risco para elas”, “violações serão apuradas”;
  • Escola sem Partido: “o governo nem começou, não existe uma proposta concreta sobre este tema”;
  • Divergências com o presidente eleito: “temos divergências razoáveis, tentarei convencê-lo a tomar a melhor decisão, mas a palavra final será do presidente eleito”;
  • Redução da maioridade penal: “adolescente de 16 anos tem plenas condições de responder por seus atos. O tratamento atual da Justiça dado a este tipo de crime hoje é insatisfatório”;
  • Fundo Nacional de Segurança Pública: “se existe dinheiro disponível, tem que se extrair o máximo daquele recurso para se obter o melhor resultado”;
  • Progressão penal: “acho que se barateia a vida quando se tem progressão [de pena] muito generosa”;
  • Interesse em vaga no STF em 2020: “Não existe uma vaga no momento. Não acho apropriado [discutir agora]. Quando no futuro existir vagas, isso tem que ser discutido nesse novo contexto”.

Clique no link abaixo e assista a entrevista na íntegra.

Vídeo

 

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