Defesa de Lula pede prescrição do crime e faz críticas à Lava Jato

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Portal Garagem – Em breve

Em audiência ocorrida na noite desta segunda-feira (07), onde foram ouvidos 13 réus da ação penal do sítio de Atibaia, em que Lula é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, a defesa do ex-presidente Lula entregou suas alegações finais e fez duras críticas à Lava Jato.

Sem apresentar nada novo, os advogados pedem a absolvição de Lula e fazem críticas à Sérgio Moro, à juíza que assumiu o caso, Gabriela Hardt, e ao presidente eleito Jair Bolsonaro.

A defesa afirma que o crime de corrupção já prescreveu, uma vez que os fatos são de 2003 a 2010, época em que Lula foi presidente, além de alegar que ele já passou dos 70 anos.

Críticas da defesa

Os principais argumentos utilizados pela defesa são que o ex-presidente é vítima de “lawfare” – uso de instrumentos jurídicos para perseguição política – e a suposta parcialidade do juiz Sérgio Moro, que esteve a frente do caso até deixar o cargo para assumir um cargo no governo de Bolsonaro.

O documento, que contem 1.634 páginas e 23 anexos, cita ataques de Bolsonaro ao ex-presidente Lula ao longo de toda a campanha eleitoral, como a declaração que iria “fuzilar a petralhada”, para reforçar a contestação da nomeação de Moro para o Ministério da Justiça.

Sobre a juíza Gabriela Hardt, a defesa afirma que “trocaram os personagens, mas permaneceram as práticas ilegais”. Cita o tom de agressividade da juíza no depoimento de 14 de novembro e lembrou uma frase dita pela magistrada a Lula: “se começar nesse tom comigo, a gente vai ter problemas”.

A reforma foi ato de amizade

Em sua defesa, o ex-presidente Lula afirma que a reforma realizada no sítio de Atibaia, em 2014, não foi um “pacto de corrupção”, e sim um ato consequente da amizade entre Lula e o dono da empreiteira OAS, Léo Pinheiro.

Segundo a defesa, o ex-presidente mantinha conversas e reuniões com Pinheiro periodicamente para “discutir questões de envergadura pública e nacional”.