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Vigilância Epidemiológica do município intensificou fiscalização em residências, comércios e terrenos baldios

Passos Maia- Na primeira semana de fiscalização mais intensa da Vigilância Epidemiológica de Passos Maia, oito novos focos do mosquito Aedes aegypti foram localizados no município. As vistorias estão intensificadas desde a última segunda-feira (18), após a confirmação do primeiro foco em 2019.

“Nessa primeira semana a gente já teve uma ideia de como está o nosso município. A gente continua pedindo, encarecidamente, que os moradores recebam as agentes”, solicita a secretária de Saúde de Passos Maia, Nilvania Bortolini de Oliveira.

Segundo ela, “situações muito precárias” estão sendo encontradas em vários imóveis. “Gostaria de ressaltar que isso é questão de saúde pública, de todos os passosmaienses. Esse assunto de dengue não é uma brincadeira. Até que a gente não tiver um caso de morte de dengue em Passos Maia, parece que os nossos munícipes não estão amedrontados”, lamenta.

Nilvania informa que as agentes já relataram casos de moradores que se negam a virar um simples galão de água. “Nossa preocupação está cada vez maior. Estamos intensificando o trabalho, mas não adianta a gente colocar toda a equipe se o dono da propriedade não nos ajudar”.

Desde 2010, vigora uma lei estadual, que impõe que proprietários ou locatários de imóveis residenciais e comerciais, públicos e privados, adotem medidas para evitar a existência de criadouros do Aedes aegypti. A secretária alerta que os casos extremos serão notificados. A multa prevista é de R$ 500. “Mas temos famílias muito receptivas”, pondera Nilvania.

Situação preocupante

Dentro do raio de 300 metros onde a primeira larva do mosquito foi encontrada neste ano, a equipe de vigilância não realizou nem metade das vistorias e já localizou mais oito focos do Aedes aegypti. A secretária reforça o alerta de que a situação é preocupante. “A população precisa estar atenta à questão do lixo, do galão, do pneu, toda a sujeita da sua residência”.

Doença é grave

A enfermeira Elisiane Bortolini orienta sobre os perigos da dengue, que dependendo do avanço, pode levar o paciente à morte. “Tendo o mosquito no município, a gente está propenso ao desenvolvimento da doença”, alerta. Ela informa que o ciclo tem vários níveis até evoluir para a dengue hemorrágica, principal complicação e geralmente fatal.

Elisiane também pede que os moradores fiquem atentos a qualquer tipo de sintoma — dor de cabeça, dores musculares, em articulações, febre, dores atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. “Temos que fazer a nossa parte todo dia. Somos nós [moradores] que temos que trabalhar para que não haja a doença no município”, finaliza a enfermeira.