Ferramentas de Gestão Empresarial no Excel

Xanxerê – A noite de segunda-feira, 29 de maio, foi marcada por diversas apresentações e depoimentos de pais e entidades de apoio à pessoa com deficiência, em reunião que aconteceu com membros da Câmara de Dirigentes Lojistas, Associação Empresarial de Xanxerê e com o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

A reunião teve início com apresentações realizadas pela Fraternidade Cristã da Pessoa com Deficiência-FCDX, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais-Apae e Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos e Visuais de Xanxerê-Apadavix, que mostraram o trabalho que realizam para orientar e preparar a pessoa com deficiência para a inclusão social e para o mercado de trabalho.

O objetivo do encontro foi conscientizar os empresários da necessidade de ter em seu quadro de trabalho pessoas com algum tipo de deficiência, mostrando que maior que a deficiência é o potencial da pessoa.

As entidades apresentaram, ou por vídeo, ou por depoimento pessoal, casos de profissionais bem colocados em empresas do município, exercendo atividades profissionais com competência e comprometimento.

Facilidade de equipamentos e utensílios

O professor e membro da Apadavix, Ricardo Cavalheiro, que é deficiente visual, apresentou diversas ferramentas que possibilitam à pessoa cega executar as mesmas atividades que uma pessoa sem deficiência. Cavalheiro reforçou que 90% das ferramentas apresentadas, na sua maioria aplicativos para computadores e celulares, estão disponíveis gratuitamente na internet.

O pior preconceito é o preconceito camuflado

Vera Lúcia Sant’anna Pasinatto, mãe do autista Christopher Pasinatto, descreveu, junto com o filho, todas as atividades que ele realiza no seu emprego no Hospital Regional São Paulo, há cinco anos, e da confiança que os demais profissionais têm nele. Destacou que após terminar todo o seu trabalho ainda ajuda os demais colegas.

Vera disse ainda que o filho cursou todo o ensino médio e fez curso de inglês, tendo apresentado um trabalho para uma banca examinadora, falando apenas aquele idioma.

Disse, ainda, que para melhor entender o que se passava com o filho, foi cursar Educação Especial e trabalhou muitos anos na área. “Eu fui fazer faculdade para entender o que meu filho sentia, como ele via o mundo. É muito difícil, pois as pessoas não entendem. A gente tenta negar, mas o preconceito existe e o pior preconceito é o preconceito camuflado”.

Aula sobre as diferenças

O presidente da Acix, Irineu Altíssimo, elogiou o trabalho e se comprometeu em levar a mensagem para os demais empresários. “Quero parabenizar todas as entidades que participaram desta noite, foi um momento muito especial, pois tivemos uma aula de conhecimento sobre o deficiente. Nós estaremos à disposição para divulgar este trabalho, por email, nas reuniões de diretoria, para informar ao empresário que não precisa ter medo, que é possível as empresas se adaptarem às necessidades dos deficientes e promover a inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho”.

Objetivo plantado

A presidente do Comde, Kátia Batitsti Collelo, descreveu como satisfatória a reunião, pois o objetivo foi alcançado. “A gente sai bem feliz, porque credita que o primeiro objetivo de um grande processo que vem ai no futuro foi plantado. A ideia nossa era justamente essa, acreditávamos que os empresários não tinham conhecimento do potencial que a pessoa com deficiência tem, e a gente percebeu na fala, na feição deles que de fato compreenderam que as pessoas com deficiência apenas têm uma deficiência, uma limitação, mas não deixam de ter o seu potencial, e poderão ser colaboradores, assim com a gente já tem várias experiências exitosas como foi demonstrado essa noite”.