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Abelardo Luz–  Dia internacional do Cooperativismo ou Dia da Cooperação, foi comemorado no último sábado, dia 1º de julho, com uma grande caminhada em Abelardo Luz, que reuniu cerca de 800 pessoas.

O evento, que teve como tema a inclusão, foi realizado pela Cooperativa Aurora e Fundação Aury Luiz Bodanese, e contou com a participação de outras cooperativas, além de diversas entidades do município, como Apae, Rede Feminina de Combate ao Câncer e Senai.

Ricardo José Fritzen, Gerente da Cooperativa Aurora e Coordenador do evento, ressaltou a importância do Cooperativismo e o tema escolhido. “O tema deste ano é a inclusão, é a capacitação é a acolhida, é tratar as pessoas de forma igual. É a acolhida de todos os povos, das origens e de todas as comunidades. O jeito do cooperativismo está se espalhando na região, no Brasil e no mundo. Não existe uma fórmula matemática ou uma fórmula física para fazer o cooperativismo. Existe apenas a fórmula humana para fazer esta atividade de cooperação, que cada vez mais se fortalece quando a gente une as pessoas para falar sobre o bem, sobre o progresso, porque através da partilha, da forma igual. Dividir os resultados, não pensando apenas em uma pessoa, mas pensando em todos”.

O Cooperativismo no Brasil e no mundo

Denilson Luiz Rodighero, presidente da Sulcredi /Crediluz, que já esteve em diversos lugares do mundo para conhecer e estudar o cooperativismo, fala das diferenças do cooperativismo brasileiro. “Estive em vários lugares, mas o que mais chamou minha atenção é o cooperativismo de Mandragon, no norte da Espanha. Tem uma diferença bastante grande, algumas experiências do cooperativismo mundial estão classificadas por setor, não é como no Brasil que é meio misturado, as classes de produção, de representatividade do setor de atividade. O grande diferencial é a cultura, a confiabilidade que tem o cooperativismo, o espírito de participação e de colaboração e a consciência de ver no cooperativismo uma forma de organização, de conquista de espaço e de realização dos seus sonhos e projetos. A consciência é muito forte, muito consolidada e muito comprometida. No Brasil, uma pequena parte entende que a união de todos pode alcançar resultado de melhoria na sua produção ou no seu segmento, mas grande parte ainda tem o espírito muito capitalista, de resultado, querem subtrair apenas resultado pessoal. Falta a consciência, a questão cultural, o comprometimento. Ainda temos que nos aperfeiçoar em nível de conhecimento, de cultura de fidelização e de comprometimento”.

O papel do cooperativismo no momento da crise política e ética do Brasil

Neste momento de crise política e ética que o Brasil está enfrentando, Rodighero falou sobre o papel do cooperativismo para ajudar a reverter a situação. “Nós estamos vivendo no Brasil um momento delicado, líderes de pouca confiança, pouco comprometidos, um conceito de honestidade muito baixa, e a sociedade está indo no mesmo caminho, da falta de ética, de honestidade de transparência. Esse é um grande problema que afeta toda a classe política, mas também a sociedade civil organizada, tanto no setor rural quanto nos centros urbanos, que tem levado o Brasil para uma decadência de valores. O cooperativismo deveria ser um instrumento de organização, valorizando as questões culturais, familiares, de ética, de postura, que são a base do cooperativismo. Hoje todas as camadas estão destruídas por falta de consciência, de honestidade, visível em todos os setores do cenário nacional e o cooperativismo pode dar a sua contribuição neste sentido, organizando as pessoas com uma base forte de valores éticos e morais, com transparência, igualdade e respeito”.