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Xanxerê- A tribuna popular da Câmara de Vereadores de Xanxerê foi ocupada nesta quarta-feira (11) pela representante das enfermeiras do município, Luana Agnoletto Reis, que buscou o apoio dos vereadores para reverter uma situação criada pelo Conselho Federal de Medicina, que entrou na justiça contra o Ministério da Saúde, pedindo a suspensão de atividades hoje realizadas pelas enfermeiras.  “A liminar diz que nós enfermeiros não podemos solicitar exames, sem o pedido do médico; não podemos fazer diagnósticos que estão preconizados pelo Ministério da Saúde, através dos protocolos de saúde; não podemos fazer exames rápidos de sífilis, hepatite, HIV e, em alguns municípios que existem protocolos locais, não vão poder fazer os primeiros exames das gestantes; renovar receitas dos hipertensos e diabéticos, por exemplo, e várias outras situações que estão sendo proibidas”.

Segundo a enfermeira, essas mudanças, especificamente, significam um retrocesso para a saúde, sendo que os maiores prejudicados serão os pacientes, que terão que aguardar ainda mais tempo pelo atendimento. “A gente coleta o preventivo, que é o Papanicolau, e, inclusive, estamos no Outubro Rosa, quando fazemos as campanhas de preventivos e avaliação das mamas. Tudo isso que até então era feito pelo enfermeiro não poderá mais ser solicitado”.

Com a proibição, a enfermeira relata que os médicos terão que arcar com essa responsabilidade. “E a agenda dos nossos médicos, por exemplo, estão sempre cheias, porque existe um limite, preconizado pelo CRM, de 14 consultas por período, então, eles somente podem atender 28 pessoas por dia, estabelecido por lei”. Com isso, as mulheres que precisam fazer a coleta do preventivo terão que ficar sem o exame, até que exista vaga na agenda do médico.

A enfermeira Luana ressalta ainda que o Conselho Federal de Enfermagem está questionando a ação movida pelo Conselho Federal de Medicina contra o Ministério Público, e sindicatos de várias cidades e capitais do País, já estão se mobilizando contra a decisão.

Para melhor explicar o impacto que poderá ter nos atendimentos do município, Luana apresentou os números já realizados neste ano, registrando mais de 1.600 exames de preventivo, sem contar os testes rápidos de sífilis, hepatite e HIV efetuados nas 12 unidades de saúde do município.

O secretário Municipal de Saúde, Arnaldo Lovatel, que acompanhou o grupo à Câmara de Vereadores, considera que com a decisão da justiça a situação da saúde ficará caótica. “Neste momento, acontecer isso na saúde pública do Brasil, significa um nocaute e espero, realmente, que isso seja revertido de forma favorável a toda saúde pública para que as enfermeiras, que realizavam esses trabalhos com muita eficiência, continuem a fazer, porque senão eu não saberia dizer aonde vamos parar com essa situação”.

Como forma de apoio, os vereadores aprovaram por unanimidade uma Moção de Repúdio.