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Luidi, no teclado, em aula da faculdade

Xanxerê- O filme nacional “Entre irmãs”, que tem como protagonistas as atrizes Marjorie Estiano e Nanda Costa e que estreou na quinta-feira (12), tem a contribuição de um xanxerense na composição da trilha musical. Luiz Henrique Kichel foi um dos percursionistas que participou da gravação da trilha sonora do filme.

Luidi, com é chamado pela família, explica que o compositor Gabriel Ferreira, responsável pela trilha musical do filme, já conhecia seu trabalho porque foram parceiros de outros trabalhos quando eles ainda cursavam Produção Fonográfica, na Fatec, em Tatuí-SP. “Ele se formou quando eu entrei na faculdade e nós nos conhecemos tanto da faculdade, como também porque morávamos próximos. Acabei participando de um trabalho dele ainda na universidade. E, há um tempo, fui visita-lo em São Paulo e ele me falou: ‘cara, eu estou fazendo a trilha de um filme, quer tocar percussão? Eu disse: claro!”.

Luidi saiu de Xanxerê ainda em 2009. Em Tatuí, interior de São Paulo, formou-se no último ano em Produção Fonográfica e, agora, no Conservatório de Tatuí, cursa Bateria e Jazz. No filme, sua participação foi com o instrumento caixa madeira, no ritmo de maracatu, e um tambor que simulava uma alfaia.

Para a realização do trabalho, Luidi conta que precisou apenas conhecer o que o compositor Gabriel Ferreira queria. Segundo ele, no caso de um filme, o diretor, roteirista e o compositor trabalham com o auxílio de um briefing. “Sabendo o que o compositor queria, nós gravamos muita coisa, ao todo, duas horas de gravação e dessas duas horas, ele tirou o que achou interessante para compor a trilha sonora do filme”.

Luidi relata que além do trabalho realizado por ele, a trilha também contou com a participação de outros músicos, uma orquestra, um músico nordestino convidado que toca rabeca, além de muita música eletrônica.

Sobre a experiência profissional e ter o seu nome junto ao um trabalho que ganhará repercussão nacional, o xanxerense explica que inicialmente nem sabia qual seria o filme. “É muito bom ter o meu trabalho sendo apreciado. É evidente que o principal do filme não é o meu trabalho, mas acredito que através das indicações do compositor eu consegui colocar um pouco do meu trabalho para ajudar a fazer a arte ficar do jeito que eles queriam. Essa é uma sensação bacana, não tem muita explicação”.

No que depender de Luidi, a parceria com o compositor ainda poderá ir mais longe. “A gente consegue se entender. Eu acredito que eu consegui entender o que ele queria passar com a composição que ele propôs para o pessoal do filme”.