Palstra Clara Chapecó

Xanxerê – O Secretário de Estado de Saúde, Vicente Caropeso, esteve em Xanxerê na tarde desta quinta-feira (16), em reunião com servidores da secretaria municipal de Saúde, para discutir os números apresentados no relatório sobre os focos do mosquito da dengue.

De acordo com Caropeso, os relatórios enviados pelos municípios com os números de focos de mosquitos encontrados pelos profissionais da vigilância epidemiológica apresentam números preocupantes e que requerem medidas urgentes para evitar que o caso vire uma epidemia, como aconteceu em alguns municípios em 2016. “O número de focos do mosquito da dengue, apresentados nos relatórios que chegaram na secretaria de Saúde, nos alarmou. Estão muito acima do que estava programado. Se nós não fizermos nada com isso e o tempo continuar como está, chovendo e com muito calor, teremos, se não fizermos nada, uma epidemia ou uma situação preocupante com relação ao mosquito da dengue. Por isso estamos visitando desde Dionísio Cerqueira, São Miguel do Oeste, Chapecó, Xaxim e Xanxerê, nessas cidades maiores, com poder de agregar a região inteira e nelas mesmas criarem condições para não descuidar da situação”.

O secretário acredita que com a união da administração pública com a iniciativa privada será possível reverter a situação. “A união com as escolas, igrejas, entidades, clubes de serviços, imprensa, principalmente de cada cidadão, de cada empresário, permitindo a entrada dos agentes comunitários de saúde e dos agentes que lidam com esse problema da dengue, para orientar as pessoas a fazer a eliminação de focos”.

Janete Rodrigues, responsável pelo programa de controle do mosquito Aedes Aegypti da secretaria municipal de Saúde, também se mostrou preocupada com os números de focos encontrados em Xanxerê. “A gente tem hoje 779 focos, que é o acumulado do ano. Os números de focos encontrados até abril foram muito altos. Depois houve uma diminuição desses números. Em setembro foram 47 focos, outubro 48 e até ontem 16. A gente percebe que os números estão diminuindo, mas na somatória está alto por causa dos números do início do ano”.

A coordenadora explicou que apenas são contabilizados os números de focos encontrados em armadilhas, colocadas em pontos estratégicos. Os focos encontrados em outros locais onde são encontradas larvas, não são contabilizados, é feita a eliminação do foco, o tratamento do local e a orientação às pessoas. Os principais pontos onde são encontrados os focos são as caixas d’água, as calhas e as cisternas. Mesmo aquelas que estão fechadas, as vezes estão infestadas de larvas.

Janete explicou ainda que os números continuam altos porque a população não está fazendo a sua parte. “A maior dificuldade é fazer a população entender que também é responsável. A maioria ainda acha que a responsabilidade é só do poder público, mas nós não podemos ir em todas as casas, em todas as empresas e organizar tudo lá, cada um tem que fazer a sua parte”.