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Xanxerê- O caso de uma moradora de Dionísio Cerqueira, que na segunda-feira (08) morreu por possíveis complicações após ser queimada por uma taturana, acendeu o alerta para os principais cuidados que as pessoas precisam ter em caso de contato com animais peçonhentos. De acordo com a bióloga da Gerência de Saúde da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Xanxerê, Elizandra Schoenardie, é no verão que o risco de contato com esses animais aumenta. “Estamos cientes dessa realidade e, aqui na nossa região, já tivemos alguns acidentes, mas todos com atendimento oportuno”.

Conforme ela, todos os anos, no verão, a distribuição de soros, que combatem o veneno dos animais peçonhentos, também aumenta. “Nós temos os soros aqui na Gerência e fazemos a distribuição para os hospitais, porque a aplicação precisa ser feita em ambiente hospitalar e a saída, a demanda, é bem maior agora no verão”.

Elizandra explica que quando existe o contato com a taturana, as lonomias, elas liberam uma toxina que causa uma queimadura na pele e a orientação é procurar a unidade de saúde o quanto antes. “Caso o paciente não procure o atendimento o quanto antes, pode evoluir e chegar ao óbito. Esses acidentes com taturanas são mais frequentes na nossa região porque aqui existe muita região de mata e agora no verão as pessoas acabam adentrando nesses locais e, muitas vezes, acabam tocando em troncos de árvores e, sem querer, em algum desses animais”.

A bióloga alerta ainda para os perigos de acidentes também com cobras nessa época do ano. Sobre a aranha marrom, o risco é o mesmo durante todos os períodos. “No caso das serpentes, elas saem muito de suas tocas para buscar alimentos e como as pessoas também estão mais exportas para veraneio e acampamento, além de não estarem com vestuário adequado, como calça comprida e calçado fechado, correm um risco ainda maior”.

Em caso de acidente com qualquer um desses animais, a orientação da bióloga é procurar o atendimento médico o quanto antes para uma avaliação especializada. “O médico vai observar o local do ferimento, vai suspeitar e nós orientamos sempre que os profissionais de saúde liguem para o Centro de Informações Toxicológicas do Estado, para que tirem todas as dúvidas”.

No Centro de Informações Toxicológicas existem protocolos de determinados acidentes, com suas características e o que poderá acontecer com o paciente. “Com as informações das características do ferimento e sintomas, os profissionais habilitados, médicos e biólogos, farão a orientação se será necessário fazer soro ou não”.

Outra situação considerada importante pela profissional, é que as pessoas que sofrem acidentes com animais peçonhentos consigam auxiliar os profissionais de saúde a identifica-los, levando o próprio animal ou uma foto, que ajude no processo. “É importante fazer a coleta da lagarta porque existem, pelo menos, 37 espécies diferentes, e isso ajuda na identificação, e até mesmo para a produção do soro. Às vezes, por medo, as pessoas colocam fogo nas colônias de lagartas, mas é necessário que não façam isso porque precisamos para fazer o soro, que mesmo tendo para suprir a necessidade, estamos com baixa contingência”.