Ferramentas de Gestão Empresarial no Excel

Xanxerê – O Coletivo Janete Cassol realizou na noite deste sábado (10), na Praça Tiradentes, a Vigília da Igualdade – Sem direitos não há liberdade, para promover uma reflexão sobre o Dia Internacional da Mulher e discutir temas relativos à violência contra a mulher.

O evento contou com a participação de aproximadamente 60 pessoas, homens e mulheres, representantes de diversos movimentos sociais, que apoiam a luta pelo fim da violência doméstica contra a mulher.

Para Karen Galvagni, uma das organizadoras do evento, a Vigília pretende iniciar o planejamento para 2018. “Queremos levantar indicativos, com os movimentos sociais, para poder planejar as ações de 2018”.

Na Vigília também foram apresentados documentários que embasaram o debate e um resumo da participação do Coletivo no primeiro Seminário Regional pelo Fim da Violência Doméstica contra a Mulher, promovido pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc). “Estivemos em Florianópolis e assinamos, junto com vários órgãos, o Pacto Estadual de enfrentamento ao fim da Violência contra a Mulher, para efetivar algumas leis que já existem, como a Lei Maria da Penha, para que sejam cumpridas de forma mais efetivas nos municípios”.

De acordo com Bruna Cristina Pompermayer, representante do Coletivo Janete Cassol, que participou da Vigília e do Seminário Regional, não há muito o que comemorar, uma vez que muitas leis existentes não são colocadas em prática e que não houve o apoio do Governo do Estado. “A principal atividade do Seminário foi a assinatura do Pacto Estadual Maria da Penha, que não é nenhuma novidade, é uma tentativa de engajamento das autoridades no combate à violência. Estavam presentes a bancada feminina da Alesc, representantes do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, da Defensoria Pública, do Ministério Público, das Depcami e do Conselho Estadual de Direitos da Mulher. Infelizmente o Governo do Estado não mandou nenhum representante. Ficou faltando o engajamento do Executivo Estadual, o executor das políticas públicas, nesta causa”.

Bruna relata, ainda, que os números de registros de violência doméstica em Santa Catarina aumentaram cerca de 15%. “A gente quer acreditar que o aumento tenha sido o número de denúncias e não o aumento de casos”.