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Xanxerê – O meia atacante da seleção brasileira de 63 e tetracampeão pelo Cruzeiro Esporte Clube, de Minas Gerais, campeão da Taça Brasil de 1966 e campeão Goiano em 74, Marco Antônio Garcia Alves, esteve durante este final de semana em Xanxerê fazendo uma avaliação dos atletas das categorias sub 12, sub 14 e sub 16.

A visita faz parte de uma parceria realizada entre o Tabajara e o clube mineiro, que possui em Xanxerê uma Escola de futebol de base.

Marco Antônio, que é formado em educação física, hoje trabalha para o Cruzeiro, nas categorias de base, visitando os clubes na busca de jovens talentos. Este trabalho ele está fazendo em Xanxerê, identificando potenciais atletas para ingressarem na Escola de Base do Cruzeiro. “Meu trabalho é descobrir talentos, que muitas vezes passam despercebidos em seus clubes”.

O trabalho em Xanxerê foi motivado pela amizade com o professor Severino Pedro Tonial. “Conheci o professor Severino em Alta Floresta (MT). Eu já atuava como diretor de base do Cruzeiro e ele tinha uma escola de futebol. De lá pra cá sempre mantivemos a amizade e agora ele me convidou para conhecer o trabalho em Xanxerê, e eu disse, ‘estou à sua disposição’, e cá estamos, avaliando os meninos.”

Em poucos dias avaliando os pequenos atletas, já foi possível identificar alguns talentos que ficarão sob observação até que possam ingressar na escola em Minas Gerais. “Já identificamos dois ou três meninos, não podemos dizer que são craques, mas que tem potencial. A gente tem que olhar o menino, hoje, pensando nele amanhã. A gente tem que olhar sob o aspecto do que ele pode vir a render. Por exemplo, vimos um pontinha direita com um bom splinter, o pique, a perna comprida, mas temos que ver se ele, como jogador de beirada, vai evoluir. Também vimos um meia, o jeito que ele bate na bola. Temos que ver como eles se comportam tecnicamente durante um tempo antes de tomar uma decisão”.

De acordo com o avaliador, além de cumprir o tempo de amadurecimento técnico, o atleta precisa ter a idade definida por lei para viajar e se dedicar exclusivamente aos treinos. “Nessa idade não tem como a gente levar nenhum deles para a Toca da Raposa, porque o Ministério Público só permite que a gente possa levar para lá atletas nascidos até 2004. A lei a diz que a criança precisa viver o período da infância, por isso eles ficam aqui, sendo monitorados, com um trabalho direcionado que será feito pelo nosso treinador aqui, até ter a idade suficiente para ir para a Toca”.