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Um novo dia, uma nova chance para encontrar sobreviventes após o rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho

Minas Gerais – Nesta segunda-feira (28), o corpo de bombeiros confirmou 60 mortos, dos quais 19 foram identificados, e 292 desaparecidos. Segundo estimativas das equipes de busca, muitos deles nunca serão encontrados, já que estão soterrados em oito metros de lama.

A mina Córrego do Feijão foi construída em 1976, tinha 86 metros de altura e 11,7 milhões de metros cúbicos de rejeitos que invadiram empresas, pousadas e casas.

A Vale vem anunciando uma série de medidas emergenciais que, na visão dos moradores de Brumadinho, analistas e especialistas, podem não ser suficientes para resolver os problemas de curto e de longo prazo da empresa e de seus públicos.

O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, afirmou na sexta-feira (26) que a empresa fez o possível para garantir que novo acidente não surpreendesse quem estava trabalhando na busca de sobreviventes. “Como vou dizer que a gente aprendeu [com a tragédia de Mariana] se acabou de acontecer um acidente desses [Brumadinho]? O que posso dizer foi o que a gente fez depois do acidente. Viramos todas as barragens do avesso e contratamos as melhores auditorias do mundo para verificar o estado de todas elas. Fizemos tudo o que a gente entende que era possível para garantir a segurança e a estabilidade”.

Ajuda israelense

Os militares de Israel começam a chegar a Brumadinho, na manhã desta segunda-feira (28), para auxiliar nas buscas por pessoas desaparecidas após o desastre da barragem da Vale. Equipamentos que detectam sinal de aparelhos celulares e sonares serão utilizados. A expectativa das autoridades brasileiras é que, com o apoio israelense, a chance de encontrar vítimas seja ampliada.

A atuação dos 136 militares de Israel deve se concentrar na área mais próxima da barragem Mina do Feijão, em Brumadinho. Quem confirmou a informação foi o porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, Tenente Pedro Aihara.

O equipamento trazido para a cidade consegue detectar o sinal de dispositivos eletrônicos que ainda estejam ligados até uma profundidade cerca quatro metros de profundidade. Entretanto, em alguns pontos, a lama atingiu cerca de 15 metros.

Segundo o coronel Golan Vach, que coordena a tropa israelense, os equipamentos trazidos por Israel já vieram em condição de pronto emprego e adaptação para uso já está sendo feita, inclusive com a ajuda de militares que estão em Israel. “A gente tem tanto equipamento tanto em relação a sonares, por isso eles [israelenses] já solicitaram amostras em relação ao tipo de composição da lama, para ver se eles conseguem detectar pela sensibilidade desses sonares a diferença entre o material de lama e o material de um corpo humano e também equipamentos relacionados à identificação de sinal de celular. Então, se existe algum sinal de celular emitindo, naquela profundidade da lama, aqueles equipamentos são capazes de detectar esse tipo de sinal”.

Depois da área conhecida por pontilhão, o trabalho continuará sendo feito pelos 280 bombeiros militares. Segundo o porta-voz dos bombeiros, a divisão da área é para otimizar os trabalhos.

O tempo que a tropa de Israel permanecerá em Brumadinho ainda não foi definido, mas as buscas devem prosseguir pelas próximas semanas.