Acidentes de trabalho podem aumentar custo previdenciário

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CDL Dia das Crianças 2019

Empresários aprendem sobre como o Fator Acidentário de Prevenção pode auxiliar na diminuição de riscos e na prevenção de acidentes de trabalho

Cerca de 100 empresários e industriais de Chapecó (21) e Xanxerê (20) prestigiaram nessa semana, o evento Diálogo Industrial que, nesta edição, abordou a importância da gestão do Fator Acidentário de Prevenção (FAP), que está diretamente relacionado aos acidentes de trabalho e também dos afastamentos. O Gerente Executivo Regional do SENAI e do SESI, Almeri Dedonatto, recebeu os participantes e afirmou que este evento faz parte de uma série que propõe trazer à pauta assuntos de relevância e interesse dos empresários para um serviço de mais qualidade e eficiência dentro das indústrias.

Disponibilizado sem custo para as empresas filiadas à Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) e com certificação, o curso veio como resposta à uma demanda regional e também nacional para auxiliar as empresas a gerirem de uma forma mais eficaz e responsável. O secretário executivo do Sindicato da Indústria Madeireira e Moveleira do Vale do Uruguai (Simovale), Leonel Felipe Beckert, relata que o curso foi bem instrutivo e útil – relembrando alguns aspectos e esclarecendo outros. “Se o FAP for revisado de forma equivocada, faz com que a empresa seja prejudicada na competitividade porque eleva os custos para a indústria podendo ter impactos significativos. Por isso, mais uma vez aprendemos que a prevenção é a chave para o bom negócio, com diminuição de acidentes e riscos no ambiente de trabalho para promover, dessa forma, uma seguridade e qualidade aos nossos colaboradores”.

O palestrante Aledson Damasceno Costa explica que o FAP é um valor que incide sobre a alíquota que as empresas pagam mensalmente à Previdência Social para custear o seguro de acidente de trabalho. Este fator é gerado com base no número de acidentes que ocorrem no trabalho e o objetivo do curso é apresentar meios para redução desse Fator por meio de investimento na área de segurança do trabalho e na identificação dos extratos do FAP, calculado a cada dois anos com base no número de acidentes e de afastamentos nas empresas.

Costa também alertou que muitas vezes há erros na Previdência com relação a insumos que compõem o cálculo FAP e por isso as empresas devem aprender a ler esses extratos também para que possam contestar e, por conseguinte, haja uma diminuição no valor do seguro. Além disso também foram abordadas questões relacionadas ao afastamento de colaboradores, que se não categorizadas da forma adequada, podem influenciar nessa cobrança.

No curso o facilitador apresentou também qual o custo de um acidente de trabalho para a empresa, o valor de um afastamento e as consequências para o empregador, não apenas econômica, mas civil, penal, entre outras. Mostrar que a gestão com foco em segurança no trabalho é o caminho diminuir os acidentes e melhorar a qualidade do ambiente da empresa para o colaborador.

O evento foi promovido pela FIESC, Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sebrae/SC e os sindicatos patronais filiados à Federação (Simovale, Sindiplasc, Sicomai, Sinduscon, Sindialimentos, Simmex, Sicec e Simec).

Fonte: MB Comunicação