Empresários xanxerenses discutem dificuldades para investimentos no município

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Xanxerê – Na noite desta quarta-feira (05) cerca de 120 empresários estiveram reunidos para apresentar situações que têm dificultado o investimento de suas empresas no município.

A iniciativa dos empresários não teve o envolvimento de entidades de classe, governamentais ou políticas e teve início a partir da criação de um grupo na rede social WhatsApp a cerca de um ano. O grupo foi criado justamente para discussão de assuntos pertinentes a classe empresarial.

Durante o evento foi realizada a palestra Atitudes Vencedoras, com o mestre, professor da PUC PR, analista comportamental e coach Valter Otaviano, que abordou uma nova mentalidade para resolver os problemas cotidianos. “A nossa mensagem hoje tem como ponto fundamental lembrar os empresários que quando desenvolvemos um novo modelo mental, um novo mind set, uma nova perspectiva, quando desenvolvemos novas atitudes as coisas começam a acontecer de forma diferente. Uma prova disso é essa reunião, que partiu da atitude de alguns empresários em transformar uma perspectiva em performance”.

Dificultadores dos investimentos

Uma das ações realizadas no evento, foi uma pesquisa com os empresários para identificar as perspectivas de investimentos no município no ano de 2020. De acordo com o levantamento, 16 grandes empresas presentes ao encontro apresentaram uma estimativa de investimentos nos seus negócios na casa do R$ 50 milhões, gerando cerca de 650 novos empregos diretos e indiretos.

Entretanto, existem algumas situações que dificultam esse aporte nos negócios.

O empresário Adriano Vanzin, da empresa Vantec Máquinas, falou da dificuldade de captação de recursos através do Finep, uma empresa pública brasileira de fomento à ciência, tecnologia e inovação, que incentiva projetos com juros de 4% a.a. e carência de dois anos, com oito anos para pagar, já que a exigência para a liberação desse financiamento é que o município tenha um parque tecnológico formalmente instalado. Segundo o empresário há cerca de um ano e meio está tentando junto ao poder público, sem sucesso, a criação deste parque, que já existe em Luzerna e Joaçaba.

Daniel Custódio, da Equitec Industrial, também relatou sua dificuldade em investir em novos projetos para 2020 e 2021, em função da falta de investimento na estrutura de acesso ao parque industrial Pedro Bortluzzi.

José Valter Dornelles Mello, da empresa BTA Aditivos, destacou que existe a capacidade de ampliação, triplicando a estrutura atual e que adquiriu dois terrenos vizinhos para este investimento, mas que no seu ramo de negócios, nutrição animal, existem exigências legais quanto ao tipo de pavimentação nas ruas de acesso à empresa, que por questões de saúde, devem ser asfaltadas. O empresário ressaltou que tem analisado outras localidades para investimento, inclusive uma próxima a Curitiba, mas o que ainda o mantém é a mão de obra encontrada em Xanxerê.

Walter Forlin, proprietário da empresa Isoart Indústria de EPC, não pode comparecer ao evento, mas mandou um áudio relatando a sua principal dificuldade de investimento nos negócios. Segundo ele, existe um projeto de expansão do barracão em cerca de 3 mil metros, com investimento em torno de R$ 5 milhões e geração de 30 a 40 novos empregos. O que impede a implementação do projeto é a existência de postes de energia, ainda de madeira, que precisam ser remanejados e modernizados, mas que não conseguiu apoio, nem da Celesc, nem do Governo do Estado, e com isso os investimentos estão paralisados.

Após os relatos, os empresários decidiram formar uma comissão para dar encaminhamento às reivindicações aos órgãos competentes e acompanhamento das respostas e providências.

Lombadas Eletrônicas

Outro tema que foi discutido no evento e que, segundo Alceu Lorenzon, está gerando polêmica entre os empresários, é a instalação das lombadas eletrônicas em diversos pontos do município. Foi realizado uma abaixo assinado solicitando a alteração do sistema de monitoramento de velocidade, com as seguintes alterações: que algumas lombadas sejam transferidas para ruas próximas às escolas do município; que a pavimentação das ruas onde estão instaladas as lombadas sejam pintadas faixas de sinalização para controle de velocidade, como existe no Estado do Paraná; e que nas ruas ou avenidas que não sejam próximas às escolas, a velocidade máxima seja alterada de 40 para 50 quilômetros por hora.