Alunos da Apae de Xanxerê retornam às aulas nesta quarta-feira

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Xanxerê – Teve início nesta quarta-feira (12) o ano letivo da Escola Especial Helena Adams Keller-Apae de Xanxerê, com o retorno de aproximadamente 110 alunos, entre 07 meses de vida e 78 anos de idade, cumprindo calendário da Fundação Catarinense de Educação Especial.

Ao todo serão atendidos cerca de 180 alunos, divididos em 23 turmas, que vão da Estimulação, com alunos de 04 meses a 6 anos de idade, até a turma do Centro de Convivência-CC, que atende os idosos.

A Escola possui turmas do Serviço Pedagógico Específico-SPE, com jovens em idade escolar, entre 07 e 17 anos, mas que não frequentam a educação regular em virtude do comprometimento intelectual ou físico. Esta turma oferece ao aluno atividades sensoriais, de concentração, memorização e atividades lúdicas.

Outra turma existente na Escola é o Atendimento Educacional Específico-AEE, que atende duas vezes por semana alunos que frequentam o ensino regular, mas que recebem atendimento especial na Apae.

Além dessas turmas, os alunos também terão aulas de educação física, informática adaptada e artes.

Alvaneve Moretto, diretora da Escola, falou sobre as mudanças para este ano. “Tivemos que fazer algumas adequações, para atender melhor os alunos. Foi feito um levantamento de 2019 e percebemos algumas coisas que precisavam da nossa atenção, urgente. Fizemos uma distribuição dos alunos nos períodos matutino e vespertino, pois havia uma grande quantidade a tarde e vagas no período da manhã”.

Segundo a diretora, não foi apenas a quantidade de alunos por turma que motivou as alterações. “Nós sabemos o quanto é difícil para algumas famílias a adequação ao novo horário, mas o que chamou nossa atenção é que pela preferência pelo período vespertino, grande quantidade de alunos no transporte obrigava alguns alunos a permanecerem 1h30 no ônibus. Isso é desumano”.

Sobre esse assunto, Alvaneve ressalta o prejuízo para o aluno. “Por mais que o transporte tenha um acompanhante preparado, é muito tempo para o aluno. Isso causa um grave estresse emocional que resulta em perdas. O aluno se debate, se machuca, fica irritado, alguns podem ter surtos ou até mesmo convulsões, e isso não é bom. Nós fizemos a alteração para melhorar a qualidade do atendimento para o aluno e contamos com a compreensão das famílias para tentarem se adequar. Será melhor para a aluno, que é a nossa principal preocupação”.

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