Projeto 20 Minutos – Palestras inspiram empreendedores e mostram como alavancar os negócios

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Quatro palestras que trouxeram um rico conteúdo e tendências sobre inovação, tecnologia, vendas, liderança, relacionamento, voluntariado, pró-atividade e empreendedorismo marcaram o Projeto 20 Minutos nessa quinta-feira (7), no Complexo de Eventos Tabajara. A iniciativa foi do Núcleo de Jovens Empresários (NJE) da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) e teve como mote “O poder da inovação”.

Tendências em produtos, processos, gestão, vendas, relacionamento, experiência do consumidor foi justamente o que marcou as palestras. “A proposta foi desafiar e inspirar o público. A seleção de palestrantes priorizou profissionais que falam sobre esses temas, que se complementam e que mostram como pensar fora da caixa pode impulsionar os negócios”, destacou o coordenador desta edição do 20 Minutos, Vicente Machado da Rocha.

O coordenador do NJE, Willian César, salientou que o Projeto 20 Minutos trouxe apresentações objetivas e ricas em conteúdo, nas quais os palestrantes abordaram assuntos relevantes ao empreendedorismo, com duração de 20 minutos cada. “Agora, começaremos o planejamento da próxima edição, em 2022”, acrescentou.

O evento teve patrocínio da Imensa Construções, Pollen Parque Científico e Tecnológico, Unicred, Eko’7, NSC, Scolari Soluções Criativas, Seja Líder, Contaseg, VS Service, Grand Cru, Dale Carnegie, Solutio Investimento, Bransales, A10 Administração, Fhilippi Alimentos, Eneagrama, Beats Code, Bugio Agropecuária, Sempre Sementes e Deatec (Acate).

EXPERIÊNCIA DO CONSUMIDOR

Você vende produtos ou experiências? Esse tema foi amplamente abordado na palestra do co-fundador da Dobra – uma marca de carteiras e acessórios que não vende produtos, mas sim experiência –, Augusto Massena. A Dobra foi fundada em 2016 e, de acordo com Massena, o número de pessoas que usam pagamentos digitais cresce a cada ano e, com isso, deixam de usar carteiras. “Essa poderia ser uma história triste, mas eu ainda tenho uma fábrica de carteiras”, frisou. A empresa passou de zero para 150 mil clientes em três anos a partir de seu posicionamento e do jeito Dobra de empreender, que envolve propósito e cultura, mentalidade fazedora, experiência e vendas. “Tentamos ter um jeito diferente e aplicar a autogestão. Produzimos 100% sob demanda, não temos estoque e reciclamos carteiras. Nossa produção é em rede e temos mais de 20 mil estampas feitas por 2 mil artistas do Brasil”, relatou.

De acordo com o palestrante, as pessoas estão mais conscientes, colaborativas, transparentes, sustentáveis e sociais e isso precisa estar presente nos negócios. Além de proporcionar experiências na venda e na pós-venda, a empresa se dedica a causas sociais e envolve os consumidores. Além disso, possui um ecossistema que envolve novos produtos, escola de costura, educação com cursos, palestras e consultoria, feirinha, mentorias, fintech, bar da Dobra, projetos sociais, entre outros. Para Massena, a experiência é um dos principais pilares da empresa. “Tudo precisa ser feito com muita estratégia. Isso é fundamental. A mensagem que deixo é que não importa o que está sendo vendido, mas porque se vende”, concluiu.

NOVA ECONOMIA

A nova economia, com empresas que dominam tecnologia, pessoas apaixonadas por competição e uma cultura extremamente ágil foram os temas abordados pela Customer Program Manager na Microsoft, Michele Nakamura. Ela enfatizou a integração das cadeias de valor, a tecnologia que chega mais rápido no País, os recursos disponíveis para mais pessoas e empresas que nascem e escalam. “Nunca antes tivemos tantos investimentos de risco, em startups”, comentou. Isso tudo, junto com a transformação digital e a globalização, provocou uma revolução conceitual, onde tem mais poder quem tem conhecimento e que sabe como aplicá-lo.

De acordo com Michele, é necessário deixar de pensar como empresa e passar a pensar como ecossistema, não apenas investir em tecnologia, mas ter uma essência digital. “É uma nova forma de encarar o mundo”, sublinhou, ao acrescentar que a democratização do acesso é uma grande evolução e, para se desenvolverem, os negócios têm que estar em constante transformação. “Mudança é um estado permanente. As organizações, daqui para frente, não vão morrer por fazer a coisa errada e sim por fazer somente a coisa certa por um tempo longo demais. Precisamos de uma cultura que exerça a inovação. A diversidade é a gasolina para inovação. Quem percebe a diversidade antes, inova mais”, concluiu.

MARKETING DE EXPERIÊNCIA

O diretor de Marketing de Experiências e Patrocínios da Cervejaria Ambev, Felipe Bratfisch, falou sobre marketing de experiência. Ele começou sua explanação enfatizando que o consumidor recebe uma enxurrada de informações diariamente e, se ele está dando atenção à marca, isso não pode ser desperdiçado. “Uma pessoa vê, em média, de 4 a 10 mil marcas diariamente, 362 comerciais, aproximadamente 153 são notados, 86 são armazenadas no cérebro e 10 vão gerar engajamento. Nosso cérebro evolui para direcionar nossa atenção ao que de fato nos interessa”, expôs, ao acrescentar que o tempo médio que uma pessoa vê um conteúdo é de 2,5 segundos no desktop e 1,7 segundo no celular.

O marketing de experiência atua para conseguir a atenção, aprimorar a jornada do consumidor e ter dados sobre ele. “É preciso simplificar a jornada, mapear o processo e remover barreiras”, salientou. Para isso, é importante conhecer as pessoas. “Isso é mais simples do que parece. Basta ter uma base de cadastros, histórico de vendas, interações na sua rede social, fazer pesquisa de satisfação, entrevistar consumidores e avaliar os resultados das ações de marketing. Não é necessário grandes recursos nem um supercomputador. O importante é ter curiosidade, coletar os dados, interpretá-los para transformar em informação e adaptar ao seu negócio”, orientou Bratfisch.

A IMPORTÂNCIA DA LIDERANÇA

Para finalizar o evento, a CEO e fundadora do método Seja Líder, Gabriela Cover, fez uma reflexão sobre liderança. Para ela, é preciso primeiro ser líder para depois conquistar um cargo. “O meu negócio foi impactado com a pandemia, mas não parei, fiz cursos, levei o treinamento para o virtual, investi na sala presencial. Até agora, mais de 800 empresas passaram pela imersão”, exemplificou, ao ressaltar que não existe crescimento na zona de conforto. De acordo com Gabriela, liderança não é cargo ou título, é inteligência emocional, é foco na solução, é inspirar e acreditar nas pessoas e ajudar o time a vencer. “Os maiores obstáculos da liderança são tentar agradar a todos e evitar conversas difíceis. É preciso menos reuniões e mais feedbacks. É necessário ter o lado humano, mas também ser firme. As equipes precisam de um comando, da liderança, mas sempre com feedback”, realçou.

A palestrante ressaltou, ainda, que tão importante quanto entender o perfil profissional, é entender as gerações para que as pessoas sejam direcionadas ao que fazem melhor. “Não dá para esperar que o mercado forme os profissionais, quem deve formá-los é você. Sorriso, brilho no olho e propósito não se encontram em currículos. É necessário posicionar as pessoas nos lugares certos, não existe colaborador ruim, existem pessoas que estão na função errada. Contrate pessoas sem experiência e transforme-as em especialistas no seu negócio”, finalizou Gabriela.

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